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Osteoporose

Saibam quais as principais conseqüências dessa doença:

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade e susceptibilidade à fratura.

Essa definição se baseia em dados epidemiológicos que correlacionam a incidência de fratura à densidade mineral óssea. A força do osso reside em duas variáveis: quantidade e qualidade (micro-arquitetura) deste tecido. Logo, o risco de fratura é inversamente proporcional à densidade óssea.

A incidência de osteoporose está crescendo no mundo inteiro em proporções epidêmicas. No Brasil, ela já atinge mais de 10 milhões de pessoas. Porém, apenas um terço dos portadores tem o diagnóstico clínico. O restante não faz idéia de que corre perigo de fratura. Estima-se em 1 milhão a incidência anual de fraturas decorrentes da osteoporose. Destas, 250 mil são de quadril, o tipo mais grave pelo alto risco de incapacidade e morte por complicações.

Como se não bastassem os prejuízos pessoais e familiares, as fraturas contabilizam alto custo aos cofres públicos. Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS), em 2006 o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 49.884.326 com internações de idosos por fratura de fêmur e R$ 20 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose. As expectativas são deque este custo deva se elevar com o aumento da população idosa.

Cerca de 10 milhões de americanos desenvolvem osteoporose e 14 milhões, osteopenia. Naquele país, ¼ das mulheres acima de 50 anos e 1/8 dos homens da mesma faixa-etária sofrem esta deterioração da arquitetura óssea. Paralelamente, crescem a incidência de fraturas em ambos os sexos. Apenas nas mulheres são esperadas mais de 500 mil fraturas para o ano 2050.

Atualmente 37.500 pessoas morrem nos Estados Unidos por complicações de fraturas causadas por osteoporose. No Brasil os números são ainda mais assustadores: cerca de 200 mil brasileiros falecem anualmente em decorrênciade fraturas. Ainda que não evolua para óbito, há outras seqüelas preocupantes.

A maioria destas lesões provoca dor, perda de independência, incapacidade funcional e laborativa e dependência de cuidados de longo prazo. Só para citar um exemplo, as fraturas de quadril resultam em mais de 7 milhões de dias de atividade limitada e 6.000 admissões para asilos anualmente nos Estados Unidos. Por falar nisso, 74% de todas as admissões aos asilos norteamericanossão atribuídas à osteoporose.

Em caso de tratamento cirúrgico, além do período de hospitalização, muitas vezes é necessário posterior reabilitação para recuperação dos movimentos.

Tudo isso diminui a qualidade de vida e pode conduzir a um estado depressivo.

O quadro a seguir se baseia em estudos norte-americanos para comparar a estimativa de fraturas em pacientes acima de 50 anos de ambos os sexos:

Local da Fratura Sexo Feminino Sexo Masculino
Fêmur proximal 17.5% 6%
Vertebral 15,6% 5%
Distal do antebraço 16% 2,5%
Outros 39,7% 13,1%

Em síntese, a osteoporose não tratada pode causar lesões dolorosas e incapacitantes e a demora no diagnóstico tende a agravar o quadro. O diagnóstico precoce e o controle adequado, ao contrário, conseguem estabilizar a perda óssea e evitar lesões ao esqueleto. Quanto antes for iniciado o tratamento, maior a probabilidade de sucesso. Hoje com os novos tratamentos pode-se estabilizar ou até recuperar parte da massa óssea perdida.

Dra. Evelin Goldenberg

Extraído do site da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (http://www.sbcm.org.br)
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRASEG Assoc. Bras. Distrib. de Equip. de Segurança ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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